C&A volta ao e-commerce

C&A volta ao e-commerce após 12 anos

Após 12 anos, a C&A, maior rede varejista de moda do país, volta ao comércio eletrônico. O site entra no ar a partir das 12h desta sexta-feira (30), com o mesmo portfólio de produtos comercializados nas 290 lojas físicas da rede. O retorno da varejista ao mundo online atende à demanda do consumidor, especialmente do público jovem, que é o alvo da empresa.

Em 2003, quando a companhia encerrou a operação de comércio eletrônico, o cenário era muito diferente do atual. “Naquela época, o mercado era incipiente e o varejo de moda não era tão interessante na internet”, lembra o vice-presidente comercial da C&A, Paulo Correa.

Pesquisas de mercado indicam que o varejo de moda é o segmento que mais cresce hoje no comércio online. Além disso, concorrentes da varejista, como Renner e Marisa, já atuam nesse segmento, sem contar o avanço de sites internacionais, como os chineses.

C&A volta ao e-commerceA empresa não revela as cifras investidas e muito menos a expectativa de vendas. “Rapidamente, o faturamento do nosso comércio eletrônico será equivalente ao das primeiras lojas da rede física, quem sabe (a loja online) não será a primeira.”

Desde abril de 2014, a empresa vem desenhando o projeto da loja virtual. “Testamos o site com associados, com o nosso conselho fashion e com empresas parceiras”, conta Correa.

Ele explica que a loja virtual não só venderá produtos, como também dará dicas de moda, serviço que já vinha sendo prestado nos últimos dois anos no blog da rede, que tem 1 milhão de acesso por mês, sem comercializar nada. Ele acredita que o site deve superar essa marca de acessos. Nas lojas espalhadas por quase todos os Estados – só falta o Tocantins- circulam 30 milhões de pessoas por mês.

Integração

O modelo de negócio escolhido pela C&A em sua loja virtual é integrado à operação da rede de lojas físicas. O vice-presidente comercial da empresa explica que tanto as compras como os centros de distribuição são os mesmos para a operação da loja virtual e do varejo tradicional. O que muda é a distribuição: para a loja são entregues lotes de produtos e para o comércio online unidades. “O resto será tudo junto e misturado”, diz Correa.

Essa integração da operação física com a loja virtual vai permitir, por exemplo, que o consumidor que compra o produto pela internet possa trocá-lo na loja física. Na opinião do consultor de varejo da Mixxer Desenvolvimento Empresarial, Eugênio Foganholo, esse é um dos pulos do gato da operação. “A possibilidade de troca pode acabar gerando outra venda na loja física”, observa o consultor.

A estratégia da empresa pode ser comparada à de Samuel Klein, fundador da Casas Bahia. Os produtos vendidos no carnê tinham de ser pagos todo mês na loja, o que inevitavelmente resultava em outra venda. Na opinião de Foganholo, a entrada da C&A no comércio eletrônico era imperativa porque o público da rede é predominantemente jovem. E esse consumidor está superconectado a redes sociais, ao mundo virtual e não tem medo de comprar roupas em lojas online.

Correa destaca que a loja online vai vender coleções assinadas por estilistas, estratégia adotada no Brasil desde 2005. No ano passado, uma das coleções foi assinada por Stella McCartney. Esses itens, no entanto, não estavam disponíveis em todas as lojas da rede. A intenção da C&A é vender pela internet entregando em quatro dias úteis em São Paulo e em até nove dias em estados mais distantes, como o Amazonas.

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