A taxa de mortalidade do e-commerce no Brasil

A taxa de mortalidade no e-commerce no Brasil

Recentemente li um artigo que falava sobre a taxa de mortalidade no e-commerce brasileiro que me chamou muito a atenção. Nele, a informação era de que apenas 30% das lojas virtuais sobrevivem ao segundo ano de vida em nosso país.

Isso quer dizer que em média, 70% das lojas virtuais criadas em 2015 não estarão por aqui até o final do ano. É um número assustador especialmente para quem trabalha no setor.

Para algumas pessoas isso pode soar como uma oportunidade de revender um serviço para alguém que fechou ou quebrou. Outros podem ver essa taxa de mortalidade no e-commerce tupiniquim como uma realidade tenebrosa e um mercado arriscado ou um canal de vendas que não funciona.

Olhei alguns dos fatos e números e quero trazer aqui um esclarecimento para que os efeitos não sejam confundidos com as causas nesta questão e começarem a dizer que e-commerce não funciona. Funciona sim, e muito bem, quando bem planejado e executado.

O índice de mortalidade de startup no Brasil é de 90%

A cada 10 empresas abertas no Brasil de qualquer setor, apenas uma sobrevive ao 2º ano de operação. Este número traz alguns fatores embutidos que exploro mais abaixo.

O índice de mortalidade de e-commerce no Brasil é de 70%

A cada dez lojas virtuais abertas no Brasil, três continuam operando no 2º ano. Comparado à média de empresas abertas, esse índice é três vezes superior.

Isso significa que uma startup de e-commerce tem uma chance três vezes maior de sobreviver que qualquer outra nova empresa.

Perfil do empreendedor digital

O Brasil tem uma cultura empreendedora. No entanto, quando olhamos para o perfil dos empreendedores vemos que muitos não estão bem preparados para assumir essa responsabilidade.

Má formação, falta de informação, ausência de um modelo de negócios e às vezes até falta do estudo de viabilidade do negócio são características constantes.

Incentivos para a criação e desenvolvimento de startups

A taxa de mortalidade no e-commerce brasileiroommerceNo Brasil há algumas iniciativas, como o Simples, para estimular novas empresas, mas nada comparado ao que acontece na Colômbia, por exemplo.

Em nosso país vizinho, além de abrir sua empresa em 48 horas o governo te dá 1 ano de isenção de taxas e impostos por entender que no 1º ano de operação o fluxo de caixa é crítico.

Num artigo que escrevi recentemente destaquei que “mais difícil do que abrir um e-commerce é manter um e-commerce”, justamente porque há incentivos para abertura de um e-commerce por parte de instituições públicas e privadas.

O problema é que a continuidade da empresa depende exclusivamente do empreendedor e das empresas parceiras que tenham escolhido – com objetivos diferentes dificilmente há uma relação saudável a longo prazo.

Estar consciente dessas questões e desafios é importante para a redução da taxa de mortalidade no e-commerce brasileiro.

Expectativas de ganhos no e-commerce

Muitos casos de sucesso no e-commerce surgiram nos últimos anos estimulando mais pessoas a entrarem neste ramo. No entanto como em qualquer setor, normalmente os primeiros “entrantes” conseguem taxas maiores de retorno que os que vêm depois.

Iludidos por estes ganhos “fáceis” na Internet muitos empreendedores elevam suas expectativas a níveis irreais, se frustram e acabam fechando suas operações antes do prazo de maturação do negócio.

Mantenha-se atualizado sobre a questão da taxa de mortalidade do e-commerce no Brasil e outros assuntos referente à criação e gestão de lojas virtuais, assinando nosso Boletim Informativo.

Por Eduardo Muniz no Proxxima

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